domingo, 5 de agosto de 2012

Consulta Pública dos Planos Setoriais de Mitigação e Adaptação a Mudança do Clima



Estão em consulta pública eletrônica os Planos Setoriais de Mitigação e Adaptação à Mudança do Clima da Indústria, Mineração, Saúde e Transportes (transporte público de passageiros e o transporte de cargas) no período entre 15 de junho  e 15 de agosto de 2012. A elaboração dos planos aqui apresentados foi determinada no Decreto nº 7.390, de 9 de dezembro de 2010, que regulamenta a Política Nacional sobre Mudança do Clima e é parte integrante da estratégia brasileira de mitigação e adaptação à mudança do clima.

Os Planos Setoriais foram elaborados no período de junho de 2011 a abril de 2012 pelos Ministérios das Cidades; dos Transportes; da Saúde; de Minas e Energia; e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, sob orientação do
 Grupo Executivo sobre Mudança do Clima (GEx) que é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente. Esse processo contou com a participação de representantes dos setores produtivos e da sociedade civil, indicados pelo Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC), além de entidades convidadas pelas coordenações setoriais dos Planos.

As contribuições aos planos setoriais devem ser enviadas por meio de formulários eletrônicos. Antes de encaminhar os comentários, leia as
 orientações para o preenchimento do formulário. Os arquivos para consulta estão disponíveis abaixo:


Introdução e Apresentação

Indústria
·         Plano Setorial
Mineração
·         Plano Setorial
Transportes e Mobilidade Urbana

·         Plano Setorial
Saúde
·         Plano Setorial

Para informações sobre o processo de consulta presencial dos Planos Setoriais acesse a página do
 Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas 

Saiba mais também na página do Ministério do Meio Ambiente

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Amazonas contribui com planos de adaptação em mudanças do clima



MANAUS – O Amazonas participa ativamente da construção de políticas em parceria com o Governo Federal no segmento das mudanças climáticas. Na quinta-feira (2), foi realizada a Consulta Pública dos Planos Setoriais de Mitigação e de Adaptação em Mudanças do Clima, que visa receber contribuições da sociedade para ações de redução de emissões de gases de efeito estufa, compromisso que o Brasil assumiu em Copenhague durante a COP 15, realizada em 2009.

A cidade de Manaus foi escolhida para sediar a consulta pública por já contar com o Fórum Amazonense de Mudanças Climáticas (Famc), criado em 2009, que já vem contribuindo com as políticas públicas nacionais e estaduais. O Famc foi instituído pelo Decreto 28.390, e contou com o apoio do Governo do Amazonas por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS) para a sua criação, que foi amplamente discutida durante a I Conferência Latino Americana de Mudanças Climáticas e Serviços Ambientais realizada em novembro de 2008, pela SDS.

Neilton Fidelis, assessor técnico da Secretaria Executiva do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, explica que o Brasil assumiu em Copenhague compromissos voluntários de redução de emissões de gases que intensificam o efeito estufa até o ano de 2020, com metas de reduzir suas emissões em 36.1 e 38.9. “Logo depois o Congresso aprovou a política nacional de mudança do clima, que assume esse compromisso voluntário e diz que o Governo pra atingir esses valores precisa elaborar Planos Setoriais”, disse ele.

A titular da SDS, Nádia Ferreira, avalia o momento da consulta como positivo para que o Amazonas possa contribuir com o documento. “É uma satisfação receber a equipe do governo federal para que possamos contribuir com esses planos. É a oportunidade que o Estado está tendo. Os planos já foram apresentados em outras quatro capitais, finaliza em Manaus. Aqui vamos conhecer as metas para esse segmento de reduções de emissões de gases de efeito estufa, que ações o Brasil pretende implementar nesses setores e quais os financiamentos para apoiar essas ações”, explica Nádia Ferreira.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

São Paulo: A Consulta Pública do Plano Participativo de Adaptação aos Efeitos das Mudanças Climáticas está aberta a toda a sociedade civil

A Consulta Pública do Plano Participativo de Adaptação aos Efeitos das Mudanças Climáticas está aberta a toda a sociedade civil. As contribuições deverão obedecer o formato da planilha e poderão ser enviadas para virginiad@cetesbnet.sp.gov.br.

No âmbito do Estado de São Paulo a Política Estadual de Mudanças Climáticas – PEMC - é instituída pela Lei Estadual nº 13.798, de 9 de novembro de 2009, contendo os seus princípios, objetivos e instrumentos de aplicação. Esta Lei é regulamentada pelo Decreto Estadual nº 55.947, de 24 de junho de 2010. A PEMC e sua regulamentação atuam em sintonia com a Convenção do Clima da ONU e com a Política Nacional sobre Mudança do Clima.

A PEMC tem por objetivo geral estabelecer o compromisso do Estado frente ao desafio das mudanças climáticas globais, dispor sobre as condições para as adaptações necessárias aos impactos derivados das mudanças climáticas, bem como contribuir para reduzir ou estabilizar a concentração dos gases de efeito estufa na atmosfera.

O artigo 33, I-X da PEMC define produtos e prazos para seu cumprimento, com cronograma de ações definido. Dentre os produtos citados estão o Plano de Transportes e o Plano Participativo de Adaptação.

A Resolução SMA n. 5, de 19 de janeiro de 2012, dispõe sobre a organização dos trabalhos referentes ao cumprimento da PEMC no âmbito da Secretaria do Meio Ambiente, bem como a divisão de atribuições entre as suas entidades vinculadas.

Muitos dos produtos previstos na PEMC são documentos dinâmicos, que requerem constante atualização, dentro do conceito de Avaliação Ambiental Estratégica. Como subsídios, o Artigo 1º da Resolução SMA 5 determina a publicação:
(I) do Plano de Controle de Poluição Veicular no Estado de São Paulo – PCPV (já disponibilizado pela CETESB);
(II) da Versão para consulta pública do Plano Participativo de Adaptação aos Efeitos das Mudanças Climáticas;
(III) do Documento complementar à Comunicação Estadual sobre vulnerabilidade e desastres naturais e plano estratégico para ações emergenciais e mapeamento de áreas de risco (material contemplado no Relatório de Qualidade Ambiental 2011 do Estado de São Paulo); e
(IV) da Versão preliminar do Plano de Transportes, elaborada pelo Grupo de Trabalho do Comitê Gestor da PEMC, como subsídio para ações de governo.
Saiba mais AQUI

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Indústria e governo discutem hoje em São Paulo o Plano Indústria, de mitigação e adaptação à mudança do clima

por Liliana Lavorati, DCI, 29/06/2012

Indústria e governo discutem hoje em São Paulo o Plano Indústria, de mitigação e adaptação à mudança do clima. Participam da reunião representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e dos ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e do Meio Ambiente (MMA).

Promovido pela Rede Clima da Indústria Brasileira, o fórum é coordenado pela CNI com dirigentes do setor. A abertura será feita pela diretora de Relações Institucionais da CNI, Mônica Messenberg, pela secretária de Desenvolvimento da Produção do MDIC, Heloísa Menezes, e pelo secretário de Mudanças Climáticas do MMA, Carlos Klink.

O Ministério do Meio Ambiente explicará aos empresários o processo de consultas públicas dos planos setoriais, e apresentação do Plano Indústria.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Consulta Pública dos Planos Setoriais de Mitigação e Adaptação a Mudança do Clima

Estão em consulta pública eletrônica os Planos Setoriais de Mitigação e Adaptação à Mudança do Clima da Indústria, Mineração, Saúde e Transportes (transporte público de passageiros e o transporte de cargas) no período entre 15 de junho e 15 de agosto de 2012. A elaboração dos planos aqui apresentados foi determinada no Decreto nº 7.390, de 9 de dezembro de 2010, que regulamenta a Política Nacional sobre Mudança do Clima e é parte integrante da estratégia brasileira de mitigação e adaptação à mudança do clima.

Os Planos Setoriais foram elaborados no período de junho de 2011 a abril de 2012 pelos Ministérios das Cidades; dos Transportes; da Saúde; de Minas e Energia; e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, sob orientação do Grupo Executivo sobre Mudança do Clima (GEx) que é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente. Esse processo contou com a participação de representantes dos setores produtivos e da sociedade civil, indicados pelo Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC), além de entidades convidadas pelas coordenações setoriais dos Planos.

As contribuições aos planos setoriais devem ser enviadas por meio de formulários eletrônicos. Antes de encaminhar os comentários, leia as orientações para o preenchimento do formulário. Os arquivos para consulta estão disponíveis abaixo:

Introdução e Apresentação

Indústria
Plano Setorial
Formulário Eletrônico de contribuições
Mineração
Plano Setorial
Formulário Eletrônico de contribuições
Transportes e Mobilidade Urbana
Plano Setorial
Formulário Eletrônico de contribuições
Saúde
Plano Setorial
Formulário Eletrônico de contribuições

Para informações sobre o processo de consulta presencial dos Planos Setoriais acesse a página do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas.

Entre extremos

 A caatinga é um dos biomas brasileiros mais vulneráveis às mudanças climáticas: a expectativa é de agravamento da seca na região até 2100. (foto: Maria Hsu/ Flickr – CC BY 2.0)

Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas prevê intensificação da seca no Nordeste e no Norte e aumento de chuvas no Sul e Sudeste. Amazônia e caatinga serão os biomas mais ameaçados até o final do século.

Por Sofia Moutinho, Ciência Hoje Online, 22/06/2012

A questão das mudanças no clima parece ter ficado fora das discussões oficiais da Rio+20. Mas o assunto voltou à tona com a divulgação dos principais resultados do Relatório de Avaliação Nacional de Mudanças Climáticas, primeiro de uma série de três organizados pelo Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC). O documento alerta para um cenário generalizado de aumento de temperatura no país, com maior incidência de chuvas no Sudeste e menor no Nordeste e na região amazônica.

O estudo aponta para uma elevação de temperatura de em média 4 ºC até o final do século em todas as regiões do país, cenário condizente com as projeções do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), da Organização das Nações Unidas (ONU). Amazônia e caatinga são os biomas mais vulneráveis. O relatório prevê aumento de temperatura para essas regiões maior do que a média global do país.

Para caatinga, é esperado que as temperaturas subam até 1 ºC e que as chuvas sejam reduzidas em até 20% nos próximos 30 anos. Para o final do século, a perspectiva é de que as temperaturas se elevem até 4,5 ºC, em decorrência do acúmulo de gases-estufa na atmosfera, e que as chuvas caiam pela metade, agravando a situação de seca no Nordeste.

Na Amazônia, os modelos climáticos indicam uma redução de 45% nas chuvas e aumento de até 6 ºC na temperatura até o final do século, panorama compatível com as piores projeções do IPCC.

“Essa previsão preocupante só leva em conta as concentrações de gases-estufa e não o desmatamento que ainda pode ocorrer na região”, lembra o climatologista da Universidade de São Paulo (USP) Tércio Ambrizzi, coordenador do estudo, que reúne conclusões de trabalhos de diversas universidades e centros de pesquisa brasileiros e é assinado por 128 pesquisadores. “Se o cenário indicado se confirmar, o bioma pode ficar seriamente comprometido.”

De acordo com o estudo, a Amazônia, que já viveu forte seca em 2010, poderá sofrer processo de savanização até o final do século. (foto: Sofia Moutinho)

Como pior cenário para a Amazônia, o documento aponta a possibilidade de savanização da parte leste da floresta por causa da diminuição das chuvas. Essa hipótese, no entanto, ainda é controversa.
“Essa é uma das questões polêmicas do estudo”, aponta o físico da USP Paulo Artaxo, revisor científico do trabalho. “Alguns estudos indicam isso e outros não. As lacunas nesse tipo de estudo são muitas porque a climatologia é uma ciência nova e, apesar de o nível de conhecimento já estar bem elevado, existem muitas imprecisões principalmente nos modelos sobre precipitação, que ainda deixam muito a desejar.”

Para Luiz Pinguelli, secretário do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas e diretor do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe/ UFRJ), instituição que apresentou o relatório ontem (21/6), em evento paralelo à Rio+20, as incertezas sobre as projeções não devem impedir que ações de mitigação e adaptação sejam tomadas.

“A garantia da verdade absoluta é sempre inútil”, afirma. “Se eu falo que amanhã pode chover ou não, estou certo, mas é uma informação inútil. Se eu falo que há 80% de chance de chover, essa afirmação é fruto de trabalho científico, com margem de erro. Sempre vão existir margens de erro, mas é melhor partir do princípio da prevenção e tomar providências em cima desse cenário.”
Alerta para as cidades

As mudanças no clima da Amazônia e caatinga podem alterar a umidade e as temperaturas de outras regiões do país. A floresta tem o papel de absorver o vapor d'água do ar e promover o equilíbrio local. Sem ela, o vapor é levado por ventos para o Sul e Sudeste.

De acordo com o estudo, a mata atlântica do Sudeste e os pampas, do Sul, vão passar por um aumento de até 30% nas chuvas até o final do século. Os mais afetados por essas mudanças devem ser os moradores de grandes cidades, que hoje já sofrem com enchentes e alagamentos.

“Esperamos que esse estudo sirva de suporte científico para os órgãos governamentais formularem políticas públicas, legislações e tributações”, afirma Suzana Kahn Ribeiro, presidente do comitê científico do PBMC e subsecretária de Economia Verde do Rio de Janeiro. “Nosso maior desafio hoje em relação às mudanças climáticas é justamente diminuir a distância entre ciência e política.”

Paulo Artaxo é da mesma opinião e destaca a importância de trabalhos colaborativos como o do PBMC para o avanço da questão climática. “Esse primeiro relatório salienta a necessidade de o Brasil estruturar uma rede de observações ambientais para sabermos o que está mudando, onde e por quê”, afirma. “Essa é uma prioridade de ciência e tecnologia que o Brasil tem que implementar a curto prazo.” O relatório completo tem lançamento previsto para outubro, durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Em debate, a mitigação (e a adaptação?) das mudanças climáticas

Ministério do Meio Ambiente aproveita evento no Rio para lançar consulta pública eletrônica de quatro planos setoriais nas áreas de indústria, mineração, saúde e de transporte e mobilidade urbana.
por Camilla Valadares e Lucas Tolentino, MMA, 15/06/2012

A ministra Izabella Teixeira abriu, nesta sexta-feira (15), a Mesa Redonda Rio+20: O Brasil no Cenário Mundial de Mitigação das Mudanças Climáticas. O evento foi organizado pelo Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC) no Solar da Imperatriz, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

O primeiro painel da mesa redonda "O Mundo Age e Reage" contou com a participação dos professores José Goldemberg, da Universidade de São Paulo (USP); e Eduardo Viola, da Universidade de Brasília (UnB). O diálogo foi moderado pela ministra de Meio Ambiente Izabella Teixeira e pelo secretário executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, Luiz Pinguelli Rosa.

Para Goldemberg,ainda existe muita resistência aos fatos apresentados pela ciência e esse é um dos grandes entraves nos debates sobre mudanças climáticas. De acordo com a ministra há uma crescente preocupação do governo em fortalecer os debates por meio das informações científicas.

O professor Eduardo Viola destacou ainda que os debates sobre mudanças climáticas enfrentam desafios geopolíticos internacionais que estão principalmente relacionados com o posicionamento sobre o tema de sete países, além da União Européia: Estados Unidos, Japão, Rússia, Brasil, China, Índia e Coréia do Sul.

CONSULTA ELETRÔNICA

Na mesma ocasião, Izabella Teixeira anunciou que o MMA, como coordenador executivo da Política Nacional de Mudanças Climáticas (PNMC), realizará consulta pública eletrônica de quatro Planos Setoriais de Mitigação e Adaptação à Mudança do Clima. Os documentos integram a PNMC do governo federal e se dividem em projetos para as áreas de indústria, da mineração, da saúde e de transporte e mobilidade urbana. Todos eles serão disponibilizados, entre 15 de junho e 15 de agosto, em meio eletrônico para que os interessados possam oferecer sugestões.

Ao longo dos próximos dois meses, as contribuições poderão ser enviadas por meio de formulário disponibilizado no site do MMA. Paralelamente, o FBMC executará a consulta pública presencial por meio de reuniões regionais. As informações sobre os encontros estarão disponíveis na página virtual da entidade.

PREJUÍZO MENOR

O objetivo dos Planos Setoriais é traçar iniciativas para diminuir os efeitos e prejuízos causados pelas emissões antrópicas de gases de efeito estufa, fomentar o estabelecimento de estratégias de adaptação às alterações climáticas naturais e promover o desenvolvimento de uma economia de baixo carbono.

Para isso, os planos incluem projeções de emissões de gases de efeito estufa para 2020, potenciais de redução, medidas que deverão ser adotadas e indicadores para avaliar a efetividade das ações. Há ainda meios de regulação e incentivo às ações e indicações de estudos de competitividade.

Entre junho de 2011 e abril deste ano, os planos foram elaborados em uma ação interministerial composta pelas pastas de Cidades, Transportes, Saúde, Minas e Energia e Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, sob orientação do Grupo Executivo sobre Mudança do Clima (GEx), coordenado pelo MMA. Indicados pelo FBMC, representantes dos setores produtivos e da sociedade civil também participaram do processo.

REDUÇÃO

A elaboração e execução dos planos devem contribuir para o alcance da meta nacional de redução entre 36,1% a 38,9% das emissões projetadas para 2020. A partir de 2012, a implantação e o monitoramento dos planos serão acompanhados pelos órgãos setoriais competentes, com a coordenação do GEx. A intenção é readequá-los às demandas da sociedade e, de maneira contínua, incorporar novas ações e metas.

O plano setorial da indústria trabalhará, neste ano, os setores de alumínio, cimento, papel e celulose e química e, em 2013, os de ferro e aço, cal e vidro e a incorporação progressiva de outras áreas. O de mineração abrange as atividades de lavra, beneficiamento físico, pelotização e transporte interno.

No plano setorial da saúde, o foco serão ações voltadas para adaptação às mudanças climáticas e, em especial, o fortalecimento da capacidade de resposta dos serviços relacionados frente aos impactos trazidos por elas. Por fim, o plano de transportes e mobilidade urbana trabalhará com o transporte de cargas e o transporte público de passageiros.

Consulta pública eletrônica: www.mma.gov.br/consultasclima
Informações sobre a consulta presencial: www.forumclima.org.br

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Mudanças climáticas exigirão adaptações da agricultura brasileira

Na semana em que os olhos do mundo se voltam para o Rio de Janeiro, onde teve início a Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio + 20, o tema sustentabilidade também tem sido discutido em Cuiabá (MT), durante o VI Congresso Brasileiro de Soja.

Nesta quarta-feira, terceiro dia de evento, os impactos da mudança climática na agricultura brasileira foram apresentados em uma palestra.

Com auditório lotado, o pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária, Eduardo Assad, mostrou como o aquecimento do planeta afetará a produção agrícola em diferentes regiões do Brasil, caso não sejam tomadas medidas para reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa.

Segundo Assad, nos últimos 100 anos a temperatura da terra se elevou em cerca de 0,8°C e a projeção é de que até 2100 este número possa chegar a 2° C. Com isto, o nível dos oceanos se elevará, aumentará a quantidade de chuvas nas regiões Sul e Sudeste do Brasil e reduzirá na região Nordeste, além de parte da Floresta Amazônica ser substituída por uma vegetação de savana.
Com estas mudanças, Assad alerta para os efeitos sobre o panorama agrícola no país.

“A agricultura brasileira vai ser atingida positivamente e negativamente. Algumas culturas serão mais atingidas do ponto de vista positivo, como cana-de-açúcar e trigo no Sul. A soja será negativamente atingida no Sul e no Centro-Oeste será mais positivo. No balanço geral tem perdas se continuar do jeito que está. O que nós temos de fazer é nos adaptar a isto”, alerta o pesquisador.

Diante deste cenário, as pesquisas para o desenvolvimento de cultivares adaptadas se faz essencial, como já ocorre com o feijão, em que o Instituto Agronômico do Paraná desenvolveu cultivares que não abortam flor com o aumento da temperatura. “Estamos trabalhando muito para reverter este processo. Como vamos ter plantas que sejam mais tolerantes a este tipo de situação, com ondas de calor, ondas de frio, abortamento de flores. A Embrapa Soja está trabalhando com uma soja mais tolerante à deficiência hídrica. São dez anos para se chegar nesta soja. O importante é que você faça o alerta e diga: estamos vulneráveis neste ponto. Vamos trabalhar para nos adaptar”, disse o pesquisador que acredita estar na biodiversidade do cerrado boa parte das respostas para a adaptação das espécies agricultáveis.

Assad ainda destacou a importância de se adotar boas práticas agropecuárias, não só para contribuir com a redução das emissões de gases causadores do efeito estufa, mas também para minimizar os impactos da mudança climática nas lavouras. “Exemplos extremos como a seca deste ano no Sul do Brasil mostram que a adoção de boas práticas agrícolas minimizam as perdas. Seguindo estas boas práticas podemos resolver muitos de nossos problemas”, afirma.

Durante sua palestra, Eduardo Assad ainda mostrou a posição de vanguarda que o Brasil assume neste processo, não só com o desenvolvimento de pesquisas agropecuárias que serão adaptáveis a uma extensa faixa produtiva no globo terrestre, mas também com atitudes para a mitigação das emissões de gases de efeito estufa. Como exemplo, citou os mais de 900 milhões de toneladas de carbono que o país deixou de emitir nos dois últimos anos somente com dois dos dez planos setoriais criados para atingir a meta de redução de emissões assumida pelo governo brasileiro.

A discussão sobre mudanças climáticas e sustentabilidade é parte importante do VI Congresso Brasileiro de Soja, que nesta edição tem como tema “Soja: integração nacional e desenvolvimento sustentável”. O evento, que começou no dia 11, se encerra nesta quinta-feira e é promovido e realizado pela Embrapa Soja, com corealização da Aprosoja. Mais informações no site www.cbsoja.com.br.

Gabriel Faria (mtb 15624/MG JP) - Embrapa Agrossilvipastoril, gabriel.faria@embrapa.br
Carina Gomes (MTb 3914-PR) - Núcleo de Comunicação Organizacional Embrapa Soja
Dulce Mazer (MTb 8775-PR) - Assessoria de Imprensa - CB Soja
Telefones: (43) 3371-6061 / 9994 2271 (65) 4052 9281 (65) 4052 9281     
(Sala de imprensa durante o Congresso)
imprensacbsoja@cnpso.embrapa.br

terça-feira, 12 de junho de 2012

Adaptação à mudança climática se torna tendência entre cientistas

Chuvas como as que devastaram a Região Serrana do Rio de Janeiro em 2011 devem ser cada vez mais comuns, dizem cientistas (Foto: Marino Azevedo/ Governo do estado RJ/arquivo)

Processo serve para prever catástrofes e proteger a população. Sem redução das emissões, adaptação tem limites, diz pesquisadora.

por Tadeu Meniconi, G1, Rio de Janeiro, 12/06/2012

Com o avanço da mudança climática, surge entre os cientistas uma necessidade que vai além de prevenir os impactos ambientais. Um campo de pesquisas chamado de “adaptação”, voltado para preparar a população contra os efeitos adversos, ganha força entre os pesquisadores.

Apesar da resistência de alguns céticos, o aquecimento global é aceito como uma realidade pela maior parte da comunidade científica. O último relatório do Painel Intergovernamental para a Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês) definiu como “provável” o aumento de tempestades em diferentes regiões do mundo, em consequência das alterações na temperatura.

Esse é apenas um exemplo das graves consequências ambientais que o ser humano terá de enfrentar com a mudança climática. E é para resolver esse problema que o conceito de adaptação se aplica.

Diana Liverman, uma das diretoras do Instituto do Meio Ambiente da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, veio ao Fórum de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável, no Rio de Janeiro para falar sobre a adaptação à mudança climática, que foi tema de uma conferência realizada por sua instituição no último mês de maio.

Ela explicou que a adaptação diz respeito apenas às técnicas desenvolvidas para lidar com os impactos ambientais, como a mudança climática, tema abordado no debate. Já as técnicas que buscam reduzir a emissão de gases estufa, uma forma de combater o avanço do aquecimento global, se encaixam num conceito diferente, a “mitigação”.

Os dois campos da ciência precisam trabalhar em parceria. “Se continuarmos colocando gases estufa na atmosfera, os impactos se tornarão mais severos”, explicou Liverman. “Há limites para a adaptação. Se não fizermos algo para reduzir as emissões, podemos encarar um planeta tão mais quente que seria impossível se adaptar”.

A pesquisadora deu exemplos simples do que é a adaptação à mudança climática. Em ilhas do Pacífico ameaçadas pelo aumento do nível do mar, a população está trocando os poços artesianos por caixas d’água mais altas, para evitar que a água salgada entre em contato com a água doce. Em outros lugares, diques mais altos e resistentes estão sendo construídos para proteger as cidades do avanço do mar.

A esses exemplos podem se somar novas iniciativas, principalmente em áreas vulneráveis, como as regiões litorâneas ou pontos tingidos pela seca. É exatamente para encontrar essas novas soluções que o campo de pesquisas precisa se ampliar. “Somos uma comunidade pequena e não temos muito dinheiro para pesquisas”, apontou Liverman.

Na conferência realizada em maio, no Arizona, os próprios cientistas reconheceram algumas de suas falhas e apontaram em que direção os estudos futuros precisam ir. Segundo Liverman, é preciso definir e medir a vulnerabilidade com mais precisão, assegurar que os métodos são rigorosos e pensar em vários aspectos diferentes de adaptação.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

RIO+20: COEP participa do lançamento do Banco de Práticas Clima: Vulnerabilidade e Adaptação

por COEP - Rede Nacional de Mobilização Social, 06/06/2012

O Banco de Práticas Clima: Vulnerabilidade e Adaptação será lançado no evento oficial da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. A atividade acontece durante o workshop “Promover a adaptação para a redução da vulnerabilidade e o aumento da resiliência", no dia 18, das 11h30 às 13h, na sala P3-F do RioCentro, no Rio de Janeiro. No dia 22, o Banco também será apresentado no estande da Coppe-UFRJ, no Parque dos Atletas, as 11h30.

A iniciativa é fruto de parceria entre a Rede Nacional de Mobilização Social – COEP; Action-Aid Internacional; o Instituto Alberto Luiz de Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (COPPE-UFRJ); a Fundação de Atendimento Sócio-Educativo – Fase; o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC); e o Laboratório Herbert de Souza de Tecnologia e Cidadania. Tem apoio do CNPq e da Fundação Banco do Brasil.

O Banco de Práticas é um banco de dados internacional de experiências e práticas sobre a adaptação de pequenos agricultores ao redor do mundo. Tem como objetivo compartilhar experiências para que outros possam replicar ou adaptar essas práticas em seus contextos.

A secretária executiva do COEP Nacional, Gleyse Peiter, que fará o lançamento do Banco de Práticas, explica que “a atuação do COEP em comunidades, ao longo dos anos, mostrou que já existem conhecimentos e práticas que podem ser reconhecidas como projetos de adaptação aos impactos das mudanças climáticas. Há desde iniciativas simples, como limpeza de córregos e nascentes e implantação de hortas comunitárias, até projetos mais complexos de reflorestamento, recuperação de áreas degradadas e implantação de sistemas agroflorestais”.

O workshop “Promover a adaptação para a redução da vulnerabilidade e o aumento da resiliência" apresentará a experiência do Brasil e de outros países na adaptação humana aos impactos das mudanças climáticas. Também irá abordar a necessidade de investimentos em políticas públicas a fim de criar resistência e melhores mecanismos para o enfrentamento do tema.

Além de Gleyse Peiter, serão palestrantes o representante da Action-Aid Internacional, Harjeet Singh; o assessor técnico do FBMC, Neilton Fidélis; e a assessora do Núcleo Justiça e Direitos da Fase, Maureen Santos.